sábado, 28 de março de 2026

POR QUE AS NOVELAS DA GLOBO JÁ NÃO RENDEM MAIS COMO ANTIGAMENTE?

 Ah, as novelas da Globo… aqueles monstros sagrados da telinha que já fizeram gerações se emocionar, chorar e até esquecer de jantar. Quem não vibrou com Avenida Brasil, Vale Tudo, A Favorita ou O Outro Lado do Paraíso? Histórias que grudavam na mente, personagens que se tornavam praticamente da família, e aquele plim plim que era música para os ouvidos de qualquer noveleiro.

Mas, convenhamos: ultimamente, parece que algo mudou. O que aconteceu com a Globo, que já ditava moda em dramaturgia e agora tropeça em roteiros como quem pisa em Lego descalço? Será que o culpado é a tecnologia, com jovens conectados 24/7 nos celulares, nos games ou nas redes sociais? Ou será que o vilão é o streaming, que capturou o público com séries que, pasmem, têm enredos coerentes e finais que fazem sentido?




A lógica foi tirar férias?

Se você assistiu algumas das novelas mais recentes, sabe do que estou falando. Um dos exemplos mais… digamos, “inusitados”: Nayane se passando por Diana no lugar da Agrado. Sério, alguém aí entendeu isso? Nem a própria dramaturgia deve ter entendido, e olha que estamos falando de uma das maiores emissoras do país. É quase como se a Globo estivesse jogando “adivinhe quem é” com o público.

E não é só um caso isolado. Pegue Coração Acelerado: um enredo fraco, genérico, sem conexões emocionais ou narrativas impactantes. Histórias que parecem saídas de um gerador aleatório de telenovelas. Se a intenção era testar a paciência do público, parabéns, funcionou.

Três Graças, por outro lado, vive em um looping eterno: roubo de estátuas, policial apaixonado que trabalha mais como Uber da mocinha do que como detetive… e pronto. Tudo isso com o pobre Romulo Estrela fazendo o esforço hercúleo de transformar um personagem caricato em protagonista de peso. Resultado? Quase um déjà vu de Mania de Você, mas sem o charme. Ironia? Temos de sobra.


Quando a Globo acerta: raros momentos de glória

Mas nem tudo está perdido. A última novela que realmente entregou foi A Garota do Momento. Aqui, sim, a Globo estava inspirada: estética impecável, elenco afinado, enredos relevantes, reviravoltas de tirar o fôlego e acontecimentos que realmente prendiam a atenção. Um verdadeiro prato cheio para quem ainda acredita no poder da boa teledramaturgia.


Conclusão: sobe e desce… mas mais desce

O panorama atual das novelas da Globo é um sobe e desce digno de montanha-russa — mas, convenhamos, a descida é muito mais longa. Algumas produções até conseguem capturar o público, enquanto outras imploram para serem abandonadas no meio do caminho.

O que um noveleiro espera? Uma boa história que faça sentido, personagens com química de verdade, e plot twists que surpreendam sem parecer que alguém jogou palavras aleatórias no roteiro. Em outras palavras: o plim plim ainda pode tocar, mas precisa vir com música de qualidade.

Fiquemos atentos, porque a telinha brasileira ainda tem magia. Só precisamos que a Globo não se esqueça de como fazê-la brilhar.


   





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